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Professores d√£o dicas de como estudar atualidades para o Enem

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Educação

Professores d√£o dicas de como estudar atualidades para o Enem

Provas do exame ser√£o aplicadas nos dias 5 e 12 de novembro

Buscar informa√ß√Ķes em ve√≠culos de comunica√ß√£o confi√°veis, fazer mapas mentais e at√© mesmo utilizar a intelig√™ncia artificial s√£o formas de ajudar os candidatos¬†que est√£o se preparando para o Exame Nacional do Ensino M√©dio (Enem) a estudar conte√ļdos da atualidade, como a guerra no Oriente M√©dio. Segundo os professores entrevistados pela¬†Ag√™ncia Brasil, os estudantes devem sempre conferir as fontes de informa√ß√£o, questionar e checar, sobretudo, os conte√ļdos acessados por meio de ferramentas de intelig√™ncia artificial.

Al√©m dos livros did√°ticos, simulados e provas do Enem, buscar conte√ļdos atuais pode ajudar os estudantes a estarem mais preparados para o exame. Segundo a diretora da Escola de Refer√™ncia em Ensino M√©dio Escritor Paulo Cavalcanti, em Olinda (PE), e professora de geografia da Escola Estadual S√£o Jos√©, em Paulista (PE), Patr√≠cia Mesquita, o Enem tem cada vez mais buscado uma interdisciplinaridade, ou seja, n√£o h√° mais quest√Ķes de conte√ļdos separados de hist√≥ria ou geografia, por exemplo. Esses conte√ļdos s√£o trabalhados de forma conjunta. Temas atuais s√£o muitas vezes o fio condutor dessas quest√Ķes.

‚ÄúAt√© uns anos atr√°s se via que era uma quest√£o de geografia, de hist√≥ria ou de filosofia. Hoje se est√° conseguindo juntar tudo numa √ļnica quest√£o. √Äs vezes, √© isso que dificulta para o estudante, porque ele, infelizmente, na educa√ß√£o b√°sica ainda tem as aulas ministradas em caixinhas. N√£o se trabalham simultaneamente as quatro disciplinas de humanas‚ÄĚ, diz.

De acordo com o professor de hist√≥ria do col√©gio Mopi, no Rio de Janeiro, Rafael Duarte¬†ler not√≠cias em ve√≠culos de comunica√ß√£o confi√°veis pode ser uma forma de estudar. ‚ÄúO ideal √© que eles acessem algum ve√≠culo de comunica√ß√£o importante uma vez ao dia e, se h√° ve√≠culos que possuem¬†newsletters, que mandam informa√ß√Ķes ao longo do dia e v√°rios s√£o voltados para vestibulandos.‚ÄĚ

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Os professores explicam que assuntos que est√£o agora na m√≠dia n√£o necessariamente cair√£o no exame, j√° que as provas s√£o elaboradas no primeiro semestre do ano. Mas¬†quest√Ķes como a¬†guerra do Oriente M√©dio¬†s√£o antigas e aparecem com recorr√™ncia nas provas. Informar-se pode ajudar a entender melhor o contexto e a resolver quest√Ķes. ¬†Al√©m disso, essas informa√ß√Ķes podem servir de repert√≥rio¬†na hora de escrever a reda√ß√£o.

Uma dica de Mesquita √© que os alunos estudem mapas e tamb√©m charges, sobretudo sobre guerras e conflitos. ‚Äú√Č importante entender que a disputa est√° naquele espa√ßo, n√£o apenas hist√≥rico, mas geogr√°fico e econ√īmico‚ÄĚ, diz. Sobre as charges, acrescenta: ‚ÄúA charge √© utilizada em todas as √°reas do conhecimento, tanto na parte de humanas quanto de linguagens. A charge expressa muito daquele momento, do que est√° acontecendo.‚ÄĚ

Outra dica da professora √© a elabora√ß√£o de mapas mentais. De forma simples, mapas mentais s√£o esquemas ou diagramas que ajudam a explicar conceitos de forma objetiva. O mapa parte de uma ideia principal e, a partir da√≠, v√£o sendo acrescentadas¬†informa√ß√Ķes e conceitos relacionados.

‚ÄúO ideal √©, ap√≥s ler quest√Ķes e textos, construir o pr√≥prio mapa mental, utilizando todas as canetas coloridas poss√≠veis‚ÄĚ, sugere.

Mas¬†n√£o vale trapacear. Segundo Mesquita, √© importante que o estudante fa√ßa, ele mesmo, esse exerc√≠cio. ‚ÄúHoje, a intelig√™ncia artificial, se eu solicito, faz um mapa mental do conflito √°rabe. Aparece tudo, mas eu n√£o fiz aquilo. Fica bonito, mas n√£o tenho aprendizagem. Eu vejo muito isso com meus estudantes. Eles me dizem ‘tenho um mapa mental‚Äô, mas quando pergunto ‚Äėessa seta est√° aqui por qu√™?‚Äô, n√£o sabem responder. Digo: ‚ÄėT√° vendo que n√£o foi voc√™ que construiu? Quem ficou sabida foi ela, a intelig√™ncia artificial, e voc√™?’‚ÄĚ, brinca.

Duarte concorda que h√° riscos em se usar ferramentas de intelig√™ncia artificial nos estudos, sobretudo quando se trata de temas atuais ou de conflitos. ‚Äú√Äs vezes, [a ferramenta] vai assumir uma perspectiva ou n√£o vai avisar que est√° assumindo uma perspectiva‚ÄĚ, diz o professor, que¬†acrescenta: ‚ÄúO estudante tem que tomar cuidado porque essas posi√ß√Ķes n√£o s√£o verdades absolutas e dependem tamb√©m do caminho das perguntas que voc√™ faz.‚ÄĚ

Um uso dessas ferramentas que pode ser benéfico é pedir para que a inteligência artificial (IA) justifique o gabarito das provas do Enem. Assim, o estudante, tem uma explicação sobre a resolução. Todas as provas e os respectivos gabaritos estão disponíveis no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Essas ferramentas, no entanto, de acordo com o professor, devem ser usadas com cuidado.

‚ÄúSe voc√™ coloca as quest√Ķes do Enem para a IA e pede que explique gabarito, ela costuma usar um mecanismo que valida o gabarito. Mas, tem que usar com parcim√īnia porque, como todo tipo de tecnologia, ela tem problemas. Se vai usar para, por exemplo, se informar de atualidades, n√£o recomendo. Para estudar conceitualmente, recomendo fazer uma checagem dupla. Pede para a IA o conceito e, depois, confere em um¬†site¬†confi√°vel. Al√©m disso, ela pode ser uma ferramenta poderosa para poupar tempo de resumo‚ÄĚ, diz.

Desde o dia 7, notici√°rios de todo o mundo colocam em destaque os¬†conflitos¬†entre Israel e Hamas. O ponto de partida para a retomada dessa cobertura mais extensa foi o ataque do grupo isl√Ęmico Hamas contra comunidades israelenses pr√≥ximas √† Faixa de Gaza.

O conflito entre Israel e Hamas¬†tem origem na disputa por territ√≥rios¬†que j√° foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos. Em diferentes momentos, guerras e ocupa√ß√Ķes, eles foram expulsos, retomaram terras, ampliaram e as perderam.

Enem 2023

O Enem 2023 ser√° aplicado nos dias 5 e 12 de novembro. As notas das provas podem ser usadas para concorrer a vagas no ensino superior p√ļblico, pelo Sistema de Sele√ß√£o Unificada (Sisu), a bolsas de estudo em institui√ß√Ķes privadas de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a financiamentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As¬†notas tamb√©m podem ser usadas¬†para preencher vagas em institui√ß√Ķes estrangeiras que t√™m conv√™nio com o Inep.

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